Oi pessoal!
Achei que ia conseguir fazer esse post na Alemanha, mas estou conseguindo escrever só agora, que já retornei para o Brasil. Quem leu meu último post, sabe que eu fiquei 2 meses na casa da minha mãe e a sensação é que os 2 meses passaram como 2 semanas. O tempo pareceu voar!
Durante minha estadia lá, comentei com minha mãe que gostaria muito de rever as vilas ao redor de Erlenmoos e que não queria fazer nenhum passeio longo, como eu e meu namorado fizemos no ano passado. Um problema: minha bicicleta foi dada de presente para minha prima alemã. Uma possível solução: pedir uma bicicleta emprestada para alguém.
Meu padrasto, pensando no assunto, pediu para o amigo dele uma bicicleta emprestada, pois sabia que ele gostava de comprar e-bikes para revender. Ele pediu por uma bike simples, que fosse mais fraquinha, mas desse o tranco para eu andar mais quilômetros com menos esforço. O tal amigo aceitou e em um sábado fomos até a casa dele buscar.
Ao invés de uma bicicleta simples, ele emprestou uma bicicleta de marca cara, com bateria recarregável da Borsch (que é ótima) e emprestou todo o equipamento de luzes, cabos de recarga e até queria emprestar um cestinho. Fiquei com a cara no chão de tanta surpresa. A e-bike que me emprestaram custa cerca de 3.000,00€ (cerca de R$18.000,00 😨)… e me emprestaram!!!! Sério, dizem que alemães são frios e calculistas, mas como pensar nisso vendo esse exemplo?
Meu primeiro passeio foi a rota entre Edenbachen e Erlenmoos, duas “vilas”. Nesse caminho eu fui pelas ciclovias e caminhos asfaltados que tem no meio de florestas e plantações e passei por uns trechos de estrada de chão batido (que não são tão comuns assim lá).

Teve um momento que até búfalos ao lado da estrada eu vi.
Depois de pegar a bicicleta, choveu cerca de 3 semanas seguidas. Quando a chuva dava uma trégua e eu me arrumava para sair de casa, o tempo já estava ficando feio de novo. Sem mentira… eu já estava começando a pensar que tinha sido um desperdício emprestar a bike.

Na semana antes do meu retorno, os dias voltaram a ficar bonitos 😀
Essa segunda rota foi um tempo de qualidade entre eu e minha mãe. Como ficamos muito tempo sem nos ver, é ótimo ter esse tempo sozinhas e fazendo algo que gostamos juntas. Tivemos vários momentos assim, mas andando de bicicleta e vendo coisas e lugares que gostamos, é sempre mais especial. Escolhemos um trajeto sem tantos morros e fácil de pedalar, pra melhorar ainda mais nossa experiência.
Minha mãe mora na região faz 10 anos e eu ainda acho engraçado mostrar rotas, atalhos e detalhes para ela, que ela nunca tinha visto antes. Nesse sentido, meus 3 anos ali foram bem aproveitados, pois eu adorava pegar rotas alternativas para chegar nos mesmos lugares.

Primeiro fomos de Erlenmoos até Ochsenhausen, indo em direção ao complexo do Kloster Ochsenhausen, que é enorme.

Lá dentro do complexo do Kloster tem a Basílica, a Academia de Música, café e até um local para cuidado de cavalos. Passamos por lá por causa do design e a nostalgia que dá em mim. Na época que eu trabalhava na cidade, ia muito ali, para passar o tempo das minhas pausas do trabalho.
Ir para lá é tipo uma volta no tempo.






Depois disso, pegamos um atalho e fomos até o cemitério, onde os pais do meu padrasto estão enterrados.
Por mais que cemitérios sejam lugares que remetam a morte e tristeza, aquele cemitério me remete a paz. Quando vou lá, parece que me acalmo e penso no quanto de cuidado os familiares ainda tem com seus entes queridos. Todo o cemitério tem plantas naturais plantadas diretamente no chão, nada das flores de plástico que vemos tanto aqui no Brasil.
Tem pessoas que até vão no cemitério fazer piquenique, de tão bonito que é.


Saindo do cemitério, fomos em direção a uma ciclovia que liga à outra vila, que se chama Steinhausen an der Rottum. É um lugar lindo para um passeio no final da tarde ☺️
O trajeto da ciclovia é ao lado de um riacho, com várias árvores ao redor e uma vista bem bonitinha. Eu gosto muito dessa época do ano, pois o frio ainda não veio completamente e as árvores ficam nesse tom outonal lindo.


Como vocês podem ver, em alguns pontos estratégicos tem alguns bancos, já pensados para quem está fazendo um passeio maior e quer sentar para fazer um lanche e/ou contemplar o local. Fora isso, tem lixeiras e locais com saquinhos de lixo para recolher as fezes dos pets.


Voltando ao assunto… depois de termos ido até Steinhausen, voltamos para Erlenmoos pela divisa com outra vila, que se chama Eichbühl. O especial de lá, é um cercadinho onde alguém cria cervos e veados 🥰
Aqui no Brasil nunca tinha visto esses animais pessoalmente e foi muito legal a primeira vez que encontrei aquele lugar. Os bichinhos são bem curiosos e se aproximam da cerca quando percebem que tem alguém perto. Acho lindo demais essas pintinhas, iguais as do Bambi…


E o tour chegou ao final…
Agora vocês viram mais um pouquinho da “roça” da Alemanha. Um lugar calmo e tranquilo, que bem poderia fazer parte de um daqueles filmes de Natal que estão voltando a ficar em alta nessa época.
Eu e minha mãe demos vários outros tours pela cidade, mas acabei não parando para fotografar. Vários desses caminhos eram os que eu andava no meu dia-a-dia quando morava lá, então realmente usei meu tempo para “grudar” essas lembranças de volta na minha memória. Não sei se eu disse isso mais vezes aqui, mas eu amava aquele lugar e ele vai estar para sempre no meu coração. Sinto saudades de morar lá.
Espero que tenham gostado de ver um pouquinho desse passeio 😀
Até a próxima! Abração 🩷
P.S: Quando eu tinha 13 anos, tive um acidente bem feio de bicicleta, onde me machuquei pelo corpo todo, fiquei com uns pedacinhos de pedra dentro do joelho, cotovelo, barriga e desloquei o maxilar. Fiquei cerca de 5 anos sem ter coragem de andar novamente de bicicleta e só retornei a essa atividade quando me mudei para a Alemanha. Bicicleta era o único jeito que eu poderia chegar “rápido” nos lugares (na época não tinha transporte público perto de onde eu morava). Graças às ciclovias, me sentia bem mais segura para o ciclismo. Acho que essa sensação continua até hoje.


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