Hoje resolvi escrever sobre esse livro que tem muito a ver com o lugar onde eu estou vivendo no momento: Alemanha. Da mesma forma que quando falam do Brasil só lembram de carnaval e mulheres semi-nuas, esse pré-conceito também acontece aqui. Generalizam tanto como se todos alemães fossem até agora favoráveis ao nazismo, andassem com fuzis e fossem violentos… mas isso ficou para trás junto com todas as lembranças ruins do tempo de guerra.
Nesse contexto de certo e errado que aparece o livro. Começa com uma mãe que para proteger seus filhos, “dá” eles para a adoção. A Morte que conta a historia, diz quem ela mata, como são as mortes e e como tudo se transforma quando a ela chega. No meio do caminho um dos filhos da tal mulher morre e a Morte conhece a menina que sobrou, aquela que roubava livros que nem sabia ler. Conta de todas as dificuldades da menina e as coisas que ela viveu e aprendeu naqueles anos conturbados.
O interessante é que o pai adotivo da menina não gostava do que esta acontecendo com a Alemanha, mas mantinha bandeiras nazistas para não acontecer nada de ruim para ele e sua família. Há uma grande diferença em ser alienado e ter instinto de sobrevivência, e é essa a diferença que aparece no livro.
Recomendo demais esse livro, é triste, real, me fez chorar e repensar sobre várias coisas. Demorei pra comprar, mas quando comprei me arrependi por cada segundo que eu esperei. Um daqueles livros que se pode ler 500 vezes e nas 500, descobrir algo que te faça mudar pra melhor. Essa frase eu considero uma das mais lindas que Markus Zusak colocou no meio da historia:

Não vou comentar mais nada, mas deixo a dica: o filme é ótimo também!
O que acharam da minha resenha? Se você já leu o livro ou ficou curioso para ler, me deixe um comentário!
Beijos.


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