Esse post faz parte da seleção de temas do nosso grupo de blogagem coletiva Work Of Art, criado com o intuito de compartilhar nossas perspectivas sobre os mesmos assuntos. Se essa ideia também te anima e você quiser fazer parte, conheça a página no blog da Ba Moretti explicando um pouco mais sobre o grupo.
Tema #007: ÚLTIMAS LEITURAS.
Oi, gente!
Entrei pro WoA tem uns meses, mas por falta de gerir melhor o meu tempo, acabei ainda não postando nada. O tema do mês de novembro (que eu mais uma vez atrasei) foi “últimas leituras” e como eu estou nessa vibe leitora, senti que era hora de participar…. então aqui estou.
Trono de Vidro, de Sarah J. Maas



Comecei o mês logo com uma coleção nova de livros: Trono de Vidro. A Ba Moretti me enviou todos os livros da sequência e eu comecei a ler esse, quando terminei Fourth Wing. Precisava de algo BOM (principalmente por ter me decepcionado com Fourth Wing) e me prendi na história. Não consegui de cara me conectar tanto com a personagem principal, mas as coisas foram começando a ficar interessantes e eu praticamente devorei o restante do livro. O livro fala de uma assassina que foi tirada de uma prisão para participar de uma competição (com mais assassinos) para ser a campeã do Rei. No meio disso tudo, ela acaba participando de uma trama paralela envolvendo mortes, símbolos e magia.
O livro traz uma perspectiva interessante sobre quem é a pessoa Celaena Sardothien, que é a protagonista. Por outro lado, revela umas informações importantes que já tiram pouco o mistério do próximo livro na minha ordem de leitura, que seria “A Lâmina da Assassina”
Lâmina da assassina, de Sarah J. Maas

Nesse livro, conta a história da Celaena (que eu já citei antes) antes de acontecer tudo em Trono de Vidro. Conta como era a rotina dela de assassina e o que ações que ela teve, tiveram de consequências. Mostra também um interesse amoroso dela – mas quem leu Trono de Vidro antes, já sabe o que acontece com esse amor. Eu fui super empolgada ler esse, mas não consegui me conectar com o tal romance dela e terminei o livro achando ele meio blé. A falha foi minha achar que eu iria me emocionar horrores, assim como me falavam que eu choraria com uma determinada cena no final de Fourth Wing. Não chorei nenhuma lágrima em nenhum dos casos.
Antes de eu começar a falar dos outros livros, queria dar uma contextualizada na minha forma de ler.
Nos últimos dois anos mergulhei com tudo na romantasia (romance+fantasia) e estou amando entrar nesses universos/regras/culturas a parte. Com ACOTAR, Fourth Wing, Trono de Vidro e etc, tenho tido muito entretenimento. Mas assim… eu entro com tudo, mas quando vejo que aquele drama dos 70% do livro está pra começar ou quando sei que vou me destruir mentalmente (ou emocionalmente vai ser muita coisa para lidar), preciso intercalar com algo bem água com açúcar ou meio insalubre e que seja só uma fuga da realidade mesmo.
Enquanto lia os dois livros que citei acima, li também:
O Óbvio também precisa ser dito, de Guilherme Pintto – que eu achei que seria um livro de desenvolvimento pessoal, mas foi um tapa na cara depois de outro tapa na cara – que eu obviamente precisava ler.
Um criminoso para chamar de meu, de Jess Moreira – tanto esse, quanto o seguinte eu baixei no “Encha seu Kindle” e gente do céu, a vontade era me internar depois de ler kkkkkk
Um amor para o mafioso, de Jess Moreira – continuação do anterior e achei que seria melhor, mas não foi dessa vez que eu achei um romance mafioso que fosse 10/10
Arquitetando seu fim, de Emanuelle Zuba – Já tinha visto várias resenhas no TikTok e resolvi ler. A trama envolvia dois arquitetos que trabalham como rivais em um programa de TV tipo Irmãos à Obra, onde um reforma a casa e a outra tenta achar uma outra casa melhor pros clientes. Achei bem gostosinho, mas teve várias partes que eu pulei pra deixar minha sanidade intacta.
Um cowboy de herança, de Bia Carvalho – Mais outro do “Encha seu Kindle”, que foi aquele nível baixo de conteúdo e alto de entretenimento vergonhoso. Eu começo a leitura achando que vai ser uma coisa, mas saio sufocada de tanto ‘hot’ e cenas clichês 😂
Tem uma polêmica entre booktokers, que fala sobre audiolivros valerem ou não valerem como leitura. Eu, Bruna, acho que vale, pois no fundo é tudo mesmo a mesma coisa. Alguém só está lendo para você o MESMO livro que você poderia ter comprado ou baixado no Kindle.
Minhas “”””leituras”””” em áudio foram as seguintes:
A noiva, de Ali Hazelwood
Aqui eu posso dizer que achei meu verdadeiro entretenimento. Parecia que eu estava ouvindo uma grande fofoca e me senti em casa. Adoro a escrita da Ali e todos os comentários sagazes que ela coloca nas conversas, me sinto como se fosse uma grande amiga escutando coisas muito absurdas (e amando). O livro da noiva fala de uma vampira que tem um casamento arranjado com um licano/lobisomem. Esquece tudo o que a gente viu em Crepúsculo e Drácula – o negócio é totalmente diferente.
A parceira, de Ali Hazelwood
Nesse segundo livro, fala da amiga da personagem principal do livro anterior, na jornada dela vivendo com um licano, sendo ela mesma uma *******. Coloquei os asteriscos, pois dizer o que ela é pode ser um spoiler kkkk O que o marido licano do livro 1 tem de romântico (não sei se essa é a palavra), o personagem principal do segundo livro tem de mal-humorado e dominado pelo instinto animal. Tinha horas que eu tinha que pausar o audiolivro pra absorver o que tinha acabado de escutar kkkkk
Escutei ambos no Spotify nesse e nesse link.
Tudo é questão de ✨equilíbrio✨, mas ultimamente minha balança tem estado com problemas e eu tenho lido mais coisas insalubres do que livros bons. Outra coisa… desde que comecei a ler livros de romantasia, tenho MUITA dificuldade para terminar obras que sejam “normais” (romance sem hot, autoajuda, conteúdo construtivo). Parece que nesse período frenético de final de ano, quanto mais bizarrice pra minha cabeça sair da realidade, melhor.
E a pergunta que não quer calar: como ter uma vida normal lendo o que eu leio? Eu não tenho resposta pra essa pergunta, faz tempo que tudo parou de fazer sentido 😂
Abração!



Deixe uma resposta para Bruna Both Cancelar resposta