Lembro que em uma aula, um professor falou que seres humanos são biologicamente & naturalmente sociais. Desde o comecinho, não era interessante para a segurança e sobrevivência viver sozinho, depois para agricultura, caça e reprodução, sempre precisava de mais pessoas envolvidas. E assim vem a evolução e muitas coisas mudam e muitas ficam iguais.
Hoje em dia dá pra ficar sozinho, mas a gente sempre acaba compartilhando um pouquinho de quem somos com outros, seja por gostos pessoais, preferências ou experiências. Dá pra se comunicar, mesmo cada um no seu silêncio e cantinho. O foco não está só mais na sobrevivência e reprodução… os prazeres de agora já são diferentes.
O “ser” social também vai de encontro a necessidade emocional, de ser amado, aceito e compreendido. Sentir essa conexão, de que não somos tão facilmente substituíveis pra quem amamos e importamos.
A nossa espécie foi construída, corpo e mente, para viver entre outros seres humanos. Pra criar, apreciar. E olha que maneiro: de tantas pessoas nesse mundo, eu e você que está lendo esse post, estamos juntos nessa pequena comunidade blogueira com interesses parecidos, que deixa comentário, curte e pertence da sua maneira. Mesmo com tópicos e formas diferentes de abordar muitos assuntos, aqui é o nosso espaço de ser social. Até o espaço de ir com calma e fazer pausas, quando o social de carne e osso já é estimulante demais. Aqui tem nossos silêncios e nossos barulhos.
O que me faz ficar aqui é a comunidade. É como se a gente se teletransportasse para ao redor de uma fogueira pra sentar e contar histórias, como nos filmes. A gente não quer só viver coisas, quer contar, compartilhar, comparar, ouvir “eu também”. Quer sentir que nossa vida e presença importam.
Eu fico, pois não quero existir em silêncio.


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