É justo que muito custe o que muito vale

Hoje pela manhã peguei carona com minha tia para ir na casa da minha avó. Dessa vez não avisei que ia junto, pois só decidimos hoje cedo que eu teria com quem ir. Chegando lá, minha vó me viu e começou a ficar emocionada. É muito difícil ver minha avó chorar, pois ela é a mansidão e a força em pessoa… mas ela chorou. Na hora abracei ela e não sabia ao certo o que fazer, mas ela só queria me abraçar e segurar na minha mão.

Ela tem 93 anos e está bem lúcida, bem consciente de quem somos e com que frequência conseguimos ir lá. Não tem como escolher os dias que a gente sente mais ou menos, mas hoje ela sentiu. Conversando uns minutos depois, ela me disse que estava falando sobre minha mãe e como tem saudade dela e me vendo ali de surpresa, algo mexeu dentro do peito. Minhas tias que estavam junto lá só falavam “tá vendo Bruna, isso é tudo amor!“.

Agora que eu cheguei em casa e pensei certo sobre isso, quem ficou emocionada fui eu. Quão mágico é ver pessoas que amamos e sentir tanto alívio que dá vontade de chorar? Quão forte é o amor, nesses casos?

Depois de chorar um pouquinho também, só sei que sou abençoada por esse tipo de carinho. O maior legado da minha família é esse amor incondicional. Minha meta de vida é minha família sempre sentir isso uns pelos outros. Legado mais forte que isso não tem.

A foto destacada do post é do momento do chimarrão, quando eu, minha avó e minhas tias estávamos juntas, conversando e aproveitando o momento juntas.

Quer me contar algo? Escreva aqui:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *